Li o título desta postagem num grafite na Tijuca. Voltava de carro com a minha mulher e a pichação estava num prédio, num 5º ou 6º andar. Será que o pichador teve medo de subir tão alto?
O medo serve como um alerta para situações que consideramos perigosas, sejam elas físicas ou psicológicas. O medo pode ser benéfico ou maléfico, dependendo de sua intensidade ou constância. O que aconteceria se NINGUÉM tivesse medo? Veríamos o Baixinho da Kaiser enfrentando o Vitor Belfort. As velhinhas dirigiriam a 200 km/h. O mundo seria um caos.
Quando era adolescente, briguei com dois caras que me meteram o cacete. Só fiquei com a boca inchada porque o dono do bar interviu e isso me deu tempo de levantar e sair fora. Caso o dono da birosca não tivesse entrado no meio da confusão, não sei em que estado teria saído de lá. A briga só começou porque eu me senti na obrigação de machão de defender uma menina que eu mal conhecia. Fui petulante e inconsequente e me ferrei.
Foi quando ouvi pela primeira vez a frase: "É melhor ser um covarde medroso vivo, do que um herói corajoso morto." Já tinha ouvido - "Quem tem cú, tem medO" - mas por alguma razão não tinha achado muito filosófico. Hoje, acredito que não posso ser um covarde ou herói 100% do tempo, e sim, mesclar ambos nos devidos momentos. O herói que enfrenta porteiros de boate, briga com desconhecidos ou pula de paraquedas já existe há alguns anos. Esse herói só me deu problemas. Desejo que surja o herói que escreve sem parar, que desenvolve seus projetos e luta por seus sonhos e objetivos de vida.
Se o filme 2012 estiver certo e o mundo for mesmo acabar daqui há dois anos, tenho pouco tempo. O furacão precisa chegar logo em Vera Cruz.
Imagens: 1-foto título: http://s419.photobucket.com/albums/pp271/misstybooo/?action=view¤t=Fear_by_seppe123.jpg&newest=1
2-O Grito de Edvard Munch.