
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Filmospectiva 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011
O MeLHOr e o PioR

Depois de ser abandonado pela mulher que ama e impossibilitado judicialmente de ver a filha, o personagem de Gael Garcia Bernal em El Pasado, vai morar com o pai. Ele fica largado no sofá, vendo televisão, sem tomar banho. O pai, já em idade avançada, decide mudar-se para outra cidade. Gael pede para que o pai o leve junto. Promete lavar as roupas, limpar a casa e outros serviços domésticos. O pai olha para o filho com imenso desgosto e diz-lhe que não. O patriarca sabe que o filho precisa sair da depressão e buscar um objetivo útil da vida. E sabe também que sustentando seu filho de forma humilhante, não estará ajudando. Mas, mesmo que benéfica, a recusa não deixa de ser um duro golpe. A ideia do filme é excelente (sobre um cara que tem uma dependência extrema em relacionamentos afetivos). O livro no qual o filme se baseia deve ser uma obra interessante.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
QUAndo a estética tem conteÚDO...ou é COOL
Ao trocar mensagens com uma amiga, ela me relatou que tinha terminado um curso de visagismo. Na minha ignorância, dei um google e li a seguinte descrição: "Visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as qualidades interiores de uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando a maquilagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, entre outros recursos estéticos." Desde que o mundo é mundo que as pessoas tentam imprimir suas personalidades através de elementos estéticos. Um cara de bem com a vida pode colocar uma camisa colorida (às vezes até inconscientemente) para representar esse estado de espírito, assim como uma pessoa deprimida pode se vestir de preto da cabeça aos pés. 
Claro que ter o Robert DeNiro e uma PuTa soundtrack ajuda. No caso de Scorsese, o seu dolly shot não só tem uma beleza estética, como tem conteúdo.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
A Ressaca - não se mexe em time QUE tá GaNHAndo
Nem me lembro da última vez que assisti a uma comédia no cinema. Nós, pseudo-intelectuais cinéfilos, temos a mania que a comédia é um gênero menor. Assistimos, rimos, mas não damos valor. É que nem pagode: ouço, mas não compro CD. Geralmente assisto comédias em casa, em dvd ou na tv a cabo. Existe uma teoria que a câmera não deve se mexer muito ou que a luz não pode ser muito contrastada para que não se perca a essência das piadas. E realmente, a teoria se aplica na maioria dos casos. Comédias não são técnicamente elaboradas. Não é a toa que as sitcoms são plano/contra-plano num ambiente muito bem iluminado e sem sombras.Dentre os mais de 100 filmes (na coluna de obras primas à direita) que eu considero essenciais, só se enquadram dez comédias. Cinco são do Charlie Chaplin, duas do Wes Anderson, uma do Woody Allen (não, não é Noivo Neurótico), uma do Mel Brooks e Napoleon Dynamite, a comédia mais cult de sempre.
*****
Este ano assisti (na tv a cabo do meu pai) Se beber, não case. O título em inglês é The Hangover (A Ressaca) o que me fez perguntar: Para quê mudar o título se o original é a perfeita descrição do que acontece no filme? Existe uma tradição global de alterar radicalmente os títulos originais de filmes, mas acho que o Brasil é campeão em tal quesito. No passado, se alterava de forma até poética. The Wild Bunch (algo como O Bando Selvagem) virou Meu ódio Será sUa Herança. Algo simples como Giant (Gigante) se tornou Assim caminha a Humanidade.
Eu morei em Portugal por 10 anos e sei que os portugas também aprontam das suas. Die Hard virou Assalto ao Arranha-Céus. Quando surgiu a continuação, que não se passava num arranha-céus, virou Assalto ao Aeroporto. Com o terceiro, os tradutores desistiram e chamaram-no de Die Hard 3 mesmo. Uma vez a revista MAD sacaneou que em Portugal Um Tira da Pesada se chamou Um Policial com Excesso de Peso. Os lusitanos se vingavam sacaneando a tradução brasileira de The Godfather (O Padrinho) que aqui se chama O Poderoso Chefão.
Hoje em dia, a imaginação fértil dos tradutores deu lugar à imbecilidade. Inception vira A Origem, The Kids are all Right vira Minhas Mães e Meu Pai e The Hangover vira Se Beber, NãO CASe.
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Apesar de saber que The Hangover 2 seria uma repetição da fórmula do primeiro mudando o cenário e algumas piadas, resolvi sair de casa rumo ao cinema. Saí relaxado do filme. Ri onde tinha que rir. Sem pretensão.
No caminho de volta, percebi que não tinha saído para ver uma comédia. Tinha saído para ver um buddy movie (filme de amigos, parceiros), sub-gênero popular em todos os gêneros. Acho que gostei tanto do primeiro Hangover porque parecia um O que aconteceria se os personagens
de Stand by Me (Conta Comigo) crescessem? Muito mais avacalhado, claro. Sempre sonhei em ter aquela amizade lúdica, de pessoas que dariam e arriscariam tudo por você. Queria ser um Goonie. Queria ter um Doc Brown do De Volta para o Futuro para chamar de meu. Já tive grandes amizades, mas todos acabaram se esvaindo entre brigas ou pela distância dos oceanos. De tempos em tempos faço novas amizades, mas elas acabam desaparecendo por um motivo ou outro. Às vezes não temos tempo, não telefonamos ou estamos demasiado envolvidos com um novo amor que esquecemos do resto do mundo.No entanto, descobri que apesar de não ter uma amizade fixa por décadas como nos filmes, quando reencontro certas pessoas, parece que o tempo não passou. Essas são as verdadeiras amizades. O tempo ou a distância nos separou, mas o reencontro é como se nunca tivessemos nos separado.
Voltei a pensar em algumas piadas de The Hangover 2 e ri enquanto caminhava. As comédias podem pertencer a um gênero menor, mas não consigo viver sem elas.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Fernando Meirelles deve ter gostado...
Ainda será exibido nos Cine Fests Petrobras de Nova York (Junho), Vancouver, Londres, Buenos Aires e Montevidéu. A curadoria de seleção desses festivais inclui Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus. Para quem sofreu no primeiro semestre de 2010 por nenhum festival ter selecionado o filme, não está nada mal.
Enquanto o circuito de festivais não acaba (impossibilitando postar na internet), dá para dar uma sacada neste teaser.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Celebração à morte - Bin Laden ao mar




segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Uma viagem alfacinha dum Carioca em Minas de Nova York

sábado, 2 de outubro de 2010
Design Feroz
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Sequencial plano de aniversário!!!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Calvário Feroz: O insustentÁVEL PeSO da RejeiçÂO. Parte XI

Enfrentando as brumas burocráticas dos festivais de cinema, já enviei o meu último curta, Ferocidade entre a Urbe e a Flora, para 35. Rejection Rejeição Denied Negado Verboten. Ver listas e listas de selecionados serem divulgadas e não ver o seu nome, é frustrante. É não atrás de não! Dizem que no início de carreira, quando Picasso não conseguia vender um quadro a um marchand, ele jogava-o no lixo assim que saía do atelier.sábado, 11 de setembro de 2010
Vivendo o filme CaTástroFE

Quando morar em Nova York era apenas um sonho e eu ainda era um turista, passei pelo túnel que liga a New Jersey. Meu pai divagou numa ideia para um filme: e se o túnel explodisse e as pessoas ficassem presas circundadas por água (o túnel atravessa por baixo d'água). Uns anos depois essa mesma ideia foi usada em Daylight com o Stallone. Eles basearam muitas das sequências de ação num filme chamado O Destino do Poseidon com o Gene Hackman (que por sua vez teve um remake em 2006 chamado de Poseidon).
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Calvário Feroz: O SilêNCIO. Parte X
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Blu: um convite à euforia pela ArTe
Se tiver uma conexão razoável, aconselho que assista em fullscreen.
Site do artista: BLUBLU.ORG
quarta-feira, 31 de março de 2010
Mais um plano sequência para a CoLeÇÃo
sábado, 27 de março de 2010
Fragmentos de um roteiro cinematográfico SOBRE os Nardoni
- Em razão dessa decisão passo a decidir que a pena seja imposta a cada um dos acusados em relação a este crime de homicídio pelo qual foram considerados culpados pelo conselho de sentença.
Um CIDADÃO, 60, ouve o que o repórter disse e reage.
CIDADÃO
(histérico)
- Eles foram condenados? Eles foram condenados! Eles foram condenados!
A multidão grita em uníssono. As pessoas levantam cartazes que clamavam por justiça. Idosas se abraçam. Adolescentes riem.
Fogos de artifício rompem os céus. A população comemora com alegria.
INT. CARRO DA POLÍCIA - NOITE
ALEXANDRE NARDONI, 45, abatido, algemado, observa os fogos pela janela do carro. Um POLICIAL, 35, está encostado ao carro. Ele observa ANNA JATOBÁ, 26, magra, algemada, entrando em outro carro da polícia.
Ela olha para Alexandre. Então, abaixa a cabeça e desaparece por trás do insulfilm da porta do carro que se fecha.
O policial volta sua atenção para Alexandre. O prisioneiro mantém o olhar fixo no carro onde está Anna Carolina.
POLICIAL
- Se isso aqui fosse um filme de Hollywood, essa ia ser a parte que íamos ver um flashback onde a gente ia descobrir se vocês eram culpados ou inocentes.
Alexandre olha para os fogos de artifício que estouram no céu.
ALEXANDRE
- Só que isso aqui não é filme. Não é Big Brother.
(olhando nos olhos do policial)
Isso aqui é a vida real.
FADE OUT.
O som dos fogos de artifício torna-se ensurdecedor.
FIM.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Vim, Vi, Curti (Ou NãO)
Produção de Fernando Dolabella traz o texto de Plínio Marcos para o shopping da Gávea. Aula de interpretação e incorporação de um personagem: André Gonçalves. Arrebenta.
Tenso. Sutil em sentimentos. A transição final é maneira. Bom filme, apesar de ter ganho o Oscar...
Um colega de faculdade, que me introduziu aos filmes dos Coen Brothers, após ver O Brother Where Art Thou/E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (a tradução brasileira é ridícula visto que o título original é em inglês arcaico e a tradução usa gírias contemporâneas), disse: É um filme em que os Coen Brothers tentam ser os Coen Brothers.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Locações in Loco - Desfile das Campeãs
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Locações in Loco
Photos by Venturi (13/02/2010 Desfile da Rocinha no Sambódromo pelo grupo de acesso. Meu 4º ano cobrindo o carnaval na avenida):
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Comentário Lampejante
The Horror! The Horror! Fiquei paralisado ao ver a lista dos 10 livros mais vendidos no país. Tem alguma coisa errada num mundo literário em que um único autor consegue emplacar 5 de seus livros no top 10. J.R.R. Tolkien é o nome da criança e Senhor dos Anéis é o nome de sua praga, quer dizer, obra. Stephenie Meyer, autora dos eclipses lunares, tinha 3 livros na lista.
Caaaaaaaaan't live... Na lista dos dez discos mais vendidos de 2009, o abençoado Padre Fábio de Melo tem 3 discos. Victor e Léo têm também 3 discos na lista.quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Calvário Feroz: Aplauso ERETO para a PeÇa EscoceSA. Parte IX
Debatido e comentado exaustivamente em diversas postagens deste blog; todos sabem que o curta que rodei no ano passado foi um plano sequência. Mesmo assim continuo ouvindo a pergunta: Já editou? Parece uma pergunta sem lógica visto que não existem cortes a serem feitos, mas no fundo, tem razão de ser. Só que, a edição está no som.
Fui assistir a um ensaio aberto de MacBeth dirigido por Aderbal Freire Filho e com Daniel Dantas como protagonista. Reza a lenda que MacBeth é uma peça amaldiçoada. Os supersticiosos teatrais se recusam a chamá-la pelo nome, referindo-se a ela apenas como a "Peça Escocesa". Minha cunhada, que é portuguesa, acompanhava-me.Cidadão Kane tem uma das mais famosas cenas de aplauso da história. O protagonista vivido por Orson Welles tenta emplacar sua amante como cantora de ópera. Ele que sempre conseguiu tudo devido ao seu imenso poder na mídia, não consegue que os críticos elogiem sua cônjuge (ela é ruim de dar dó). Chega ao fim mais uma de inúmeras apresentações fracassadas. O público sequer aplaude. Irritado, o magnata levanta-se e começa a aplaudir insanamente. Só se ouve sua ovação. Patético, impotente, ele para e senta-se.
A trilha sonora do meu filme - Ferocidade: entre a Urbe e a Flora- tem evoluído entre gaitas e sons de cigarras. Espero concluir essa mixagem até o início do carnaval. Quero esse filme pronto logo. Quero que as pessoas assistam. E mais que tudo, QUERO que me aplaudam- sentados ou em pé.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O que aconteceria se VOCÊ não tiveSSe MeDo?
Li o título desta postagem num grafite na Tijuca. Voltava de carro com a minha mulher e a pichação estava num prédio, num 5º ou 6º andar. Será que o pichador teve medo de subir tão alto?
O medo serve como um alerta para situações que consideramos perigosas, sejam elas físicas ou psicológicas. O medo pode ser benéfico ou maléfico, dependendo de sua intensidade ou constância. O que aconteceria se NINGUÉM tivesse medo? Veríamos o Baixinho da Kaiser enfrentando o Vitor Belfort. As velhinhas dirigiriam a 200 km/h. O mundo seria um caos.
Quando era adolescente, briguei com dois caras que me meteram o cacete. Só fiquei com a boca inchada porque o dono do bar interviu e isso me deu tempo de levantar e sair fora. Caso o dono da birosca não tivesse entrado no meio da confusão, não sei em que estado teria saído de lá. A briga só começou porque eu me senti na obrigação de machão de defender uma menina que eu mal conhecia. Fui petulante e inconsequente e me ferrei.
Foi quando ouvi pela primeira vez a frase: "É melhor ser um covarde medroso vivo, do que um herói corajoso morto." Já tinha ouvido - "Quem tem cú, tem medO" - mas por alguma razão não tinha achado muito filosófico. Hoje, acredito que não posso ser um covarde ou herói 100% do tempo, e sim, mesclar ambos nos devidos momentos. O herói que enfrenta porteiros de boate, briga com desconhecidos ou pula de paraquedas já existe há alguns anos. Esse herói só me deu problemas. Desejo que surja o herói que escreve sem parar, que desenvolve seus projetos e luta por seus sonhos e objetivos de vida.
Se o filme 2012 estiver certo e o mundo for mesmo acabar daqui há dois anos, tenho pouco tempo. O furacão precisa chegar logo em Vera Cruz.
Imagens: 1-foto título: http://s419.photobucket.com/albums/pp271/misstybooo/?action=view¤t=Fear_by_seppe123.jpg&newest=1
2-O Grito de Edvard Munch.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Calvário Feroz: Olhar de Medusa. Parte VIII
Um plano sequência no parque da Tijuca em pleno feriado. Tudo preparado para o desastre. A câmera passa e a tendência dos transeuntes é olhar diretamente na lente. Quando continuam andando, a equipe está no lucro, porque a maioria empaca ao ver a câmera. É impressionante! Assistentes de produção pedem para as pessoas continuarem andando, mas elas não conseguem.O poder da câmera é intenso, hipnotizante. A câmera faz o papel da Medusa que transformava em pedra aqueles que ousavam olhar diretamente em seus olhos.
(da esquerda para a direita. em pé: Pedro Fasanello, direção de arte; Mariana, maquiagem; Yan Saldanha, som; Adriano Guerra, assistente de direção e boom; Beto Thomé, steady cam; Fernando Dolabella, ator; José Amarílio Jr, direção de fotografia. sentados: Marina Rigueira, atriz; Pedro Piu, assistente de produção; Cláudio Barros, produtor; Eu; Laura Carvalho, claquete e assistente de produção; Márcio Vito, ator.)
sábado, 31 de outubro de 2009
Calvário Feroz: O mentor aconselha...Parte VII
"Garanto que estresse demais imobiliza a criatividade (...) quanto mais o artista sofre, menos criativo ele fica (...) A essa altura alguém pode mencionar Vincent Van Gogh, como exemplo de um pintor que fez coisas maravilhosas a despeito ou por conta do sofrimento. Acredito que Van Gogh teria feito coisas ainda mais maravilhosas se não fossem pelas restrições impostas pelo sofrimento."